Autores:
Amanda da Rocha Reis,
Hian Gabriel Medrado Lobo,
Sueli Magalhães Araújo Brito - Orientador (a)
William Oliveira do Nascimento - Coorientador (a)
Ano de publicação:
2025
DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.19039062
Este artigo apresenta uma pesquisa de iniciação científica desenvolvida no contexto escolar, com o objetivo de investigar e representar situações invisibilizadas vivenciadas por estudantes no ambiente escolar, por meio de relatos e produções artísticas. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa e exploratória, envolvendo 35 estudantes da 1ª série do Ensino Médio de uma escola pública de tempo integral. Inicialmente, foi aplicado um questionário com perguntas abertas sobre experiências positivas e negativas vividas na escola. A partir das respostas obtidas, foram produzidos desenhos que representaram temas recorrentes, como racismo, ansiedade, desrespeito, participação em projetos escolares, esportes e feiras de ciências. As produções artísticas possibilitaram a expressão de emoções, percepções e vivências que, muitas vezes, não emergem nos espaços formais de diálogo. Com base nos relatos e nas representações gráficas, foi elaborada uma cartilha educativa, utilizada como instrumento de reflexão e conscientização. A divulgação ocorreu em duas etapas: o retorno à turma participante, fortalecendo o caráter formativo e o protagonismo estudantil, e a apresentação em eventos científicos, ampliando o alcance das discussões. Os resultados evidenciam o potencial da arte como ferramenta pedagógica, capaz de promover empatia, diálogo e a construção de um ambiente escolar mais inclusivo e humanizado.
Palavras-chave: Escola; Arte; Invisibilização; Vivências escolares; Inclusão.